domingo, 3 de julho de 2011

Falta de Aletiômetro (Tity já dizia)

“Por que ninguém ao menos uma vez tem medo de me perder?” Eu não sei, Nina. E em alguns momentos até dá pra esquecer a dor disso, mas quando a consciência volta... Você só quer cair no chão e implorar á Terra que te engula. Não é exagero, afinal, existe dor maior que a de um coração partido e um ego machucado?Está entre os piores sentimentos do mundo o de saber que você não foi o suficiente; saber que seu afeto e seu carinho não valiam tanto á pena para honrar a confiança.
“Act like a whore, pay like a whore.” É assim que sentimos e é assim que devia ser, não é, Sophs? Mas por que é você quem paga quando alguém dá uma de vadia? É querer demais que as pessoas paguem por suas próprias besteiras?
Mas você não dá uma dentro mesmo, né? Porque, quando tudo parece bom, a pessoa a quem você deu a delicada esfera de vidro que é a sua alma pega e joga ela no chão. Ainda faz questão de chamar outra pessoa pra partilhar o prazer de esmigalhá-la com os pés.
E depois, como olhar pro mundo com os mesmos olhos? Como olhar para todas aquelas promessas jorrando da boca se sempre o mais fácil é que será feito? Na sua vez você se fodeu: pagou com sangue o leite que derramou. Mas a sujeira alheia também se lava com suas lágrimas. A vida está bem pouco interessada no que é justo ou não, no que é certo ou não.
Porque isso não está certo. E ai é que está. Eu pessoalmente acredito que todo mundo vai pagar pelo que fez de mal, não importa se as pessoas achem elas culpadas ou não. Enquanto isso eu sigo com a minha dor e com todo o resto. E, sei lá... Se a vida e der as costas, passe a mão na bunda dela.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Smell the Light


Gimme speed
Like electrons in a storm
Cut the sky when i get born
Once more

Close your eyes
And touch the brand new lies
Look for answers with no clue
And feel blue

Smell the light
Feels like electricityscape
‘Cause the sun is in aquarious
The Sky ain’t got no shape

It’s like beating light speed
Once again
What’s supposed to happen
In my brain?

Gimme rage
Make me lion in my cage
Put your selfishness in your ass
I’m not stressed

Got a choice
Like a small rock on your way
And i didn’t make mistakes
But i’ll pay

Smell the light
Feels like electricityscape
‘Cause the sun is in aquarious
The  sky ain’t got no shape

It’s like beating light speed
In my brain
What’s supposed to happen
Once again?

500 days of winter

     O tempo está se arrastando e nunca passa um segundo sequer. Todas aquelas coisas sem sentido brotam de suas tocas e as flores congelam em um inverno fora de hora, esperando o verão. Mas se o tempo congelar por inteiro também, será que agosto vai passar e dar lugar á primavera dos meus olhos?
     Afinal de contas, não faz nem uma semana que era domingo e anos inteiros se passaram desde então. Será que você pode me ouvir? Me ouvir gritando? Para onde foi aquele sentimento de que se eu cantasse alto o bastante você cantaria de volta pra mim? Me responda, você cantaria? Você está cantando?
     Porque, alem do bater do seu coração e do calor dos seus olhos, agora longe demais, só sua voz poderia derreter o gelo que cobre os ponteiros das horas. E a culpa nem mesmo é minha. Mas enquanto você não cantar, o tempo continuará amortecido, o verão continuará dormindo e eu continuarei esperando. In your honor.

Sintomas de Hifas


“Shitaki” dizia o pacotinho. Terence rasgou com os dentes e espalhou o pozinho em cima do macarrão instantâneo. Provou. Não era como comer cogumelo de verdade, mas era bom. Muito bom, aliás. Deu outra garfada.Todos na família tinham aquela estranha alergia a cogumelos. A mãe sempre lhe disse para não contar pra ninguém, afinal, que sintomas esquisitos! Pelo que se lembrava, as pontas dos dedos brilhavam, os olhos lacrimejavam e o peito se enchia de alguma coisa inexplicável. Parecia querer sufocá-la.
Mas ela nunca comia shitaki, nem champignon nem funghi. Não podia. A mãe lhe contara histórias suficientes para convencer-lhe de que não valia á pena. Terminou. Raspou o molho o máximo que pode raspar com um garfo em mãos. Levou o prato até a pia com um suspiro.A verdade é que Terence amava cogumelos. Aqueles pozinhos artificiais serviam apenas para saciar a gritante necessidade da garota por esses pequenos seres misteriosos. Encantavam-lhe seu sabor, suas cores, suas pintinhas... Tudo.
Embaixo da cama, Terence tinha escondida uma caixinha furada e cheia de terra, com uma pequena coleção mitológica particular que ela cuidava com todo o carinho. Tocando só com luvas, é claro, ela os estudava, manipulava e pesquisava para descobrir a fonte de sua alergia ou mesmo qualquer registro do seu caso específico. Mas em vão; nenhum nome, nada.Algo soava estranho, mas no fim das contas ela se conformava em ter sua hortinha secreta.
Naquela noite ela escovou os dentes e, antes de dormir, deu uma olhada em seus “bebezinhos”. O champignon, Mike, estava com uma cara estranha, como se estivesse embranquecendo mais ainda. Sim, ela dava nomes aos cogumelo e, sim de novo, para ela eles tinham uma “cara”. Mas ela atribuiu a impressão ao sono e enfiou-se debaixo das cobertas. Dormiu imediatamente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Wales and Wishes

O que eu quero. Por que ninguém me pergunta o que EU quero?
Eu quero morrer. Quero parar de sentir essa ferroada metálica toda vez que eu respiro. Eu quero tirar essas toneladas de orgulho do meu peito  e tirar o embolorado de coisas por dizer da minha garganta. Eu queria dormir pra sempre e não pensar nunca mais.
Eu queria rasgar todos os papéis do mundo, eu queria que você não tivesse me dito o que me disse agora de tarde e, acima de tudo, eu queria não ser uma boa memória.
Melhor! Eu queria que VOCE não quisesse que eu fosse só uma memória. Memórias me deixam enjoada. Eu queria tudo e nada, pendendo pro não sei no mesmo segundo. Porque tudo agora é pura inércia, mas podia não ser.Porque meu orgulho pode até ser um tigre, mas seria só pó se.......................... Se as pessoas me perguntassem o que eu quero.
Porque, de verdade, o que eu quero mesmo? Eu quero que você me diga que me ama e que não vive sem mim. Eu quero flores, uma carta de amor, um desenho, QUALQUER COISA! Eu quero que você lute por mim, chore por mim, venha atrás de mim. Eu quero que você não me deixe desvencilhar a mão. Eu quero que você me diga mais uma vez: BUILD ME UP, BUTTERCUP.
E só.
É simples, bom e eficiente.
Eu quero que você leia isso.
Eu quero que você entenda e entenda que não importa.
Porque eu realmente, REALMENTE. Não sou nem quero ser uma boa memória.

Simplesmente não levo jeito pra coisa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cumulus Nimbus


O ar lá fora está com um cheiro melancólico. Tempestade vindo por aí. Meu coração me diz que esta calmaria sufocante está para irromper em trovoadas e ventanias. E, pouco a pouco, as nuvens vão se  acumulando em volta da minha cabeça em um redemoinho lento e gradual.
Tempestade vindo por aí. O ritmo das minhas artérias não se deixa enganar pelo sol-de-tolo que desponta bem na frente da fuça. Não, meu pulso acelera a qualquer ruído porque pode vê-las, negras e cinzentas, amontoando-se em algum ponto cego do horizonte.
Sempre ouvi meu pai dizer que quando está abafado demais é porque vai chover. Ele nunca errou, mesmo sem ter nenhuma prova pra mostrar. Por isso...
Tempestade vindo por aí. O tempo bom pode enganar as alminhas felizes que trafegam na superfície, mas não esta. Não estes olhos melancólicos que sentem a treta antes mesmo do abrir das pálpebras.
Eu digo, repito e afirmo:

“Tempestade vindo por aí.”

Elefante?

O que foi que eu vi esta manhã? Por um momento, ou talvez mais que isso, eu voltei àqueles  primeiros meses. Seria só um efeito da luz? Não, a luz não conseguiria fazer a seda cor de trigo voltar a ondular com o vento sobre seu rosto. Que será que arrancou aquele ar francês artificial que se forçava no seu jeito de ser desde que...?
Será que as teorias conspiratórias realmente faziam sentido e sua alma estava sendo sugada pouco a pouco pela sombra que lhe seguia? POR QUE NAO? Afinal, depois da solidão seus olhos opacos voltaram a brilhar e a antiga aura mágica voltou, aos poucos, a te rodear.
Se tudo isso for alucinação, então eu sou mesmo doida.