quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meu Drama

   Só porque é exagerado não significa que não seja real. Talvez o exagerado seja ainda mais verdadeiro que o contido, justamente por ter a espontaneidade e explosividade dos sentimentos em sua essência.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Draw



Why don’t you try?
We’d be together like before
Let’s go back in
Turn on the music, lock the door

I’ll ask you once to make me happy
And I won’t assk it again
There’sa strom behind my back
And I’ll be gone with the next train

(cause)
I don’t know what’s best for me now
And i don’t wanna figure it out
Just keep me warm
I’ll play piano while you draw

Would you believe
That things can happen if we try
Don’t think too much
‘Cause it’s an awful way to die

I’ll aks you once to call me back
And then nothing left to say
Hold my wrist or hold your pen
I can take it anyway

(cause)
Everything could disapear
I’d throw the sickness outa here
Just make me calm
I’ll play piano while you draw

Why don’t you hold me in your arms?
Why you so perfect passing by?
Why don’y wou care? Why don’t you die?

(cause)
I don’t know what’s best for me now
And i don’t wanna figure it out
Just keep me warm
I’ll play piano while you draw

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cólicas


Que dia! Eu chegaria ai totalmente irritada e cansada, jogaria minhas coisas na mesa do quarto e me largaria na cadeira mais próxima. Você olharia pra mim da porta e viria até mim, com sua melhor cara de “poxa, que saco…”. Mas se apoiaria nos braços da cadeira e me daria um beijo. Iria me carregar nas costas até a cozinha e me encheria de leite condensado e bolo ou sei-lá-o-quê.
Saberia que eu estava num dia daqueles e ligaria o ar-condicionado, me cobriria com a colcha e apagaria a luz. Colocaria aquele filme incrível no computador e viraria o monitor pra cama, deitando do meu lado e me abraçando. Eu me revezaria entre olhar para a tela e receber aqueles beijinhos que são o melhor calmante conhecido na medicina. Eu fecharia os olhos e agradeceria simplesmente por ter você grudado em mim e por sua respira cão se confundindo com a minha.
Acontece que nós dois sabemos que não é assim: esse foi um dos piores dias de que eu consigo me lembrar. Todas as pequenas e grandes coisas deram errado. Quando cheguei em casa não havia nada alem de meu velho amigo gato para me dar boas-vindas. Fervi macarrão instantâneo e uma bolsa de água para controlar respectivamente a fome e a dor lancinante que sinto dentro de mim.
Nada de ar-condicionado, nada de leite condensado, nada. E isso não é o pior e você sabe do que eu estou falando. Sabe que não importa se meu biquíni é vermelho ou laranja desde que você esteja na piscina comigo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Hunny



Love is in the air
Love is everywhere
But I Just ain’t part of it

I’ll have to disagree
It makes no sense to me
‘Cause june’s Magic makes me sick

I Just wished you didn’t kiss that girl
I don’t think I really wanna know
If she’s Nice, If she’s smart
“Was she beautiful?”

It’s been a lot of time
Since i have heard you cry
And i’ll waste another tear

I’d say “I’ll meet you soon”
I’d search you on the moon
But your point was very clear

I Just wished you didn’t say that thing
And there’s nothing but the world to blame
I can’t dream it alone
I wont count to ten

And I know it wasn’t really cool
I’m sorry that you girl was in high school
But I think you should know
Life Will hurt you too

Hunny, Hunny
La, La, La, La, La
I’ll hang up with the guys
We’re gonna be Just fine

Hunny, Hunny
La, La, La, La, La
I’m goin’ out tonight
I’ll see ya’ round some time.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Do you wanna dance?"


Aquela musica ficava rebobinando na minha cabeça. “ I still press your letters to my lips.” Meu peito se comprimia e era como um pesadelo horrível. Eu voltava ao desespero daquele dia fatídico quando você me apertou entre seus braços antes de tirar meu chão e me jogar num poço sem fundo e sem saída. As imagns passavam borradas e a musica nítida tampava a da lembrança.
“So if you love me let me go.” O refrão se aproximava e eu era mergulhada no oceano negro das coisas posteriores. Os braços que me seguraram para que eu não caísse e suportaram minhas unhas e dentes raivosos para me afastar de você,  pra não deixar que eu me matasse e te levasse junto. Ah, refrão maldito que me lembrava todas as promessas quebradas e as lágrimas que desciam queimando.
Mas nada se punha pra fora. Tudo era barrotado dentro de mim e a musica repetia mais e mais. Eu abria os olhos e estava na minha sala, fechava os olhos e estava no inferno. Agarrei-me em outra musica: uma que me lembrasse seu cheiro e todas as coisas mágicas que você me traz. “ I keep on playing our favourite song, I turn it up while you’re gone. It’s all i’ve got when you’re in my head”.
Eu agora pensava em nós subindo as escadas em meio à multidão.  Uns cnco minutos antes de o mundo cair, mas ainda abençoada pela felicidade da ignorância. Lembro do sentimento de estar ali e a alegria descabida de te pertencer e de te ter só pra mim. Bem, era o que eu achava, né?
Então o sino batia  e eu corria para os corredores em meio ao turbilhão de pessoas que buscavam ar fresco. Entrava em uma caixa de ferro ambulante que me levaria para casa e a paisagem começava a passar do lado de fora. Outra música me invadia enquanto o vento despenteava meus cabelos e pensamentos. Ficava até a minha sombria hora de dormir.
Eu lmbrava do nosso mundo atemporal dentro do seu quarto. Bastava fechar a porta para que fossemos arrancados da realidade escrota. “The night is here, the Day is gone and the world spins madly on”. Como eu queria sua porta para me tirar daquelas horas. Mas vinha o sono e me carregava pra algum lugar feliz e colorido.
Era por pouco tempo: logo o despertador berrava e me puxava de volta à vida. “ I woke up and wished that I was dead”. Me arrastava pra fora da cama e em um instante estava no coredor. Rostos enfeitados com o sorrisos mais lindos me saudavam e tornavam aquele um dos dias bons. Cantavam “Tonight, Tonight” do fundo de suas pupilas.
E então eu também sorria.

domingo, 3 de julho de 2011

A 300 mil por segundo

Querido mundo,

Por que merdas você está girando tão loucamente rápido? Sacodem os meus pensamentos e tudo fica disforme, invertido e terrível. Eu esperei a semana inteira pela chuva e, quando ela chegou, eu estava despreparada. Mas, justamente quando a desejei, ela não veio e meus olhos ficaram secos enquanto minha alma chorava.
Sabe, louco mundo... Eu descobri hoje que os traques de São João não estouram sua língua se você apertá-los com os dentes. Eles explodem, mas não causam dor alguma. Só deixam sua boca cheia de pedrinhas escuras que se cospe pela janela. Cospe e espera que elas caiam na cabeça de alguém que mereça.
Hoje eu percebi que gosto muito de desenhar e desejei poder decidir o tema dos meus sonhos, e então dormir seria só como ir ao cinema no próprio inconsciente. Também notei que não me importa realmente se meus desenhos são bons ou não. Me toca menos ainda o fato de que há milhões de pessoas por ai desenhando muito bem. Eu gosto dos meus desenhos, pronto , falei!
Nesse mundo, louco mundo, as coisas também estão ficando cada vez maus estranhas. Venho percebendo o quanto você é diferente do que se passa na minha cabeça. E qual de nós está errado então? Os dois, talvez? Eu sei lá! Eu acho isso tudo uma grande besteira. Só mais uma merda de uma piada sem graça do tumblr.
Pare de girar desse jeito tão insano! Não percebe que já está ficando tonto? Não percebe que eu já vomitei várias vezes? Não vê que as meninas de sete anos se maquiam para ficarem bonitas? Mas estão HORROROSAS! Tão horrendas que me dão pesadelos. Mundo, meu querido, louco, insano, giratório, veloz, incrível, risível... LOUCO! Louco mundo! Pare de girar desse jeito tão errado. Os bebês deviam ser embalados em teu balanço... Mas estás como uma roda gigante solta que esmaga tudo por onde passa.
Então FODA-SE o amor. E foda-se também a porra da internet. Não, eu não tenho GVT e meu computador é movido a hamster. Pois é! Eu não estou conectada 24 horas a esse louco mundo. Tenho estado ocupada demais olhando pra dentro, tentando descobrir o ponto onde as coisas começaram a desandar para todos nós, meu querido. PARA TODOS NÓS.
Sabe, mundo querido... Quando você puder parar um pouco com essa roda-viva para ler minha carta eu lhe peço que a responda, porque tenho estado muito sozinha aqui, esperando que você cutuque de volta.

Ansiosamente,

A.H.

Em fim de festa, enfim, lábios.


Por um momento eu esqueci a valia de um beijo. Peguei-me pensando no significado desse ato tão coberto de carinho, amor, paixão... Ou nada. A natureza inventou o sexo, mas quem inventou o beijo fomos nós e mais uma vez eu me pergunto o porquê.
Por que a boca? Por que nos são tão caros esses roçares de lábios  e enrolares de língua que fazem suspirar? E pedimos mais e mais e NOS enrolamos todos por esses momentos fugazes onde experimentamos o céu e a saliva alheia.
Quando estava imersa, olhos e ouvidos turvos, tudo o que minha boca pedia era outra igual para acariciar. Mas agora, mente clara e vazia, de pouca coisa me lembro e menos ainda me faz sentido para justificar toda a energia que circula em um simples beijo. E os complicados então? Todo o frio na barriga, as entranhas se remexendo por dentro, as milhões de sinapses feitas pelo cérebro e o resultado é

SMACK.

ONDE fica a magia de tudo isso? Por que o coração pula só de pensar no momento do encontro de duas bocas? É hilário! Dissecando a analisando cada coisa, cada movimento combinado de línguas e lábios e loopings loucos, eu não paro de me perguntar como o corpo e a mente traduzem isso por paixão.
A parte mais curiosa é que todos esses questionamentos não mudam nada nem tiram a vida e o mistério da coisa. E, sim, eu ainda estou tremendo por encostar meus lábios naqueles. Tudo começa com um garoto. Mas para falar disso, entramos em um mar de confusões maiores ainda.